Tênis

Após temporada ruim, Rafael Nadal sonha com ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016

Tenista espanhol celebrou bom fim de ano e quer repetir feito de Pequim-2008
30/12/2015 10:01 - Atualizado em 30/12/2015 10:01
Por ahe!
RIO

As boas atuações na reta final do ano serviram de alento para Rafael Nadal quando ele pensa na próxima temporada. Após um começo de 2015 complicado, o espanhol conseguiu encontrar seu jogo e mostrou a todos que ainda pode ser competitivo. Por conta disso, o atual número 5 do mundo projeta conqusitas e estabeleceu sua maior meta para o ano que vai entrar: levar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

O Rei do Saibro já conquistou a medalha de ouro em 2008, em Pequim, na China. No entanto, a ausência em Londres, devido a uma lesão no joelho, faz o canhoto vir ao Brasil com vontade de ganhar.

- Em 2012 foi um momento muito duro não poder estar lá. A experiência dos Jogos é especial, portanto é claro que estou muito esperançoso em voltar - revelou ao jornal El País.

Nadal iniciou 2015 com derrotas inesperadas e um desempenho facilmente adaptável aos adversários. O tenista relatou o mau momento que viveu e a surpresa por uma queda de rendimento assim acontecer com alguém que há tanto tempo figura nos lugares de maior destaque do tênis mundial.

- É uma situação estranha de descontrole da respiração e do tempo. Isso é consequência da ansiedade. Como isso pode ocorrer a essa altura? Suponho que as lesões influenciam, além do fato de eu ser sempre exigente comigo mesmo, de querer alcançar o máximo. São sensações que em certo momento são difíceis de entender, mas que ocorrem - admitiu.

Na reta final da temporada, porém, Nadal deu a volta por cima e nos últimos torneios oficiais do circuito, como o Masters 1000 de Shangai e o ATP Finals, voltou a fazer ótimas exibições, com vitórias sobre nomes importantes, como Andy Murray e Stan Wawrinka, números 2 e 4 do mundo, respectivamente.

- No final, só resta aceitar o problema e trabalhar para uma solução. Tive muita dificuldade, demorei meses para superar, mas também chega um momento lógico em que você relaxa e diz: 'Bem, vou jogar tênis, porque não esqueci como jogar, não é?' Mais do que um problema do tênis, foi um problema menta - disse.


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