Taekwondo

Com o assunto doping proibido, Anderson Silva confirma que tentará vaga no Rio-2016

Seletiva para montar time brasileiro começará a ser disputada em janeiro
22/04/2015 15:50 - Atualizado em 22/04/2015 20:00
Por Bernardo Coimbra
RIO

Anderson Silva vai mesmo tentar uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2016. Nesta quarta-feira, em entrevista coletiva na sede da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), no Rio de Janeiro, o lutador de MMA, que iniciou sua carreira no esporte aos 7 anos, confirmou que disputará a seletiva olímpica, a partir de janeiro do próximo ano, e buscar fazer parte da seleção brasileira.

- O taekwondo mudou a minha história. Sempre foi algo que quis fazer (disputar torneio na modalidade), mas nunca houve essa possibilidade por causa dos meus compromissos no UFC - avisou o lutador, que foi impedido durante a coletiva de responder qualquer pergunta relacionada ao doping no UFC.

Como não treina taekwondo desde os seus 17 anos, Anderson Silva sabe que precisa fazer uma “reciclagem” para competir em alto nível e não caiu na “pilha” de outros lutadores da modalidade que duvidaram de sua capacidade.

- Os meus companheiros têm razão, pois parei de treinar quando tinha 17 anos. As dificuldades que vou encontrar hoje são maiores. É um desafio que estou disposto a enfrentar e não estou com medo de passar vergonha - destacou Anderson Silva, que vai lutar na categoria acima de 80kg.

Anderson foi flagrado em exame antidoping realizado antes do UFC 183, em janeiro deste ano, quando derrotou Nick Dias. Suspenso provisoriamente pela Comissão Atlética de Nevada (EUA), o brasileiro será julgado em maio e poderá ser suspenso de nove meses a dois anos. A comissão americana, entretanto, não segue as regulamentações da Agência Mundial Antidoping (Wada).

Há uma semana, durante lançamento do segundo lote de moedas da Olimpíada, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, destacou como positiva a possibilidade de Anderson Silva disputar os Jogos e minimizou o fato do doping.

- Para o taekwondo é uma grande conquista, uma grande importância. É um esporte em desenvolvimento e com um trabalho muito bem feito. Será benéfico. Em relação ao doping, nós defendemos que o doping é uma questão zero, mas no mundo diversos atletas campões olímpicos tiveram em algum momento do passado problema de doping. Ele cumprindo o que for estabelecido pela Comissão de Nevada, estará pronto para competir sem problemas - avisou o cartola.

O Brasil tem uma medalha olímpica no taekwondo. Nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, Natália Falavigna garantiu o bronze. Para 2016, o país, por ser sede, tem quatro vagas asseguradas e poderá ficar com mais quatro através do ranking.


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