Vôlei

Banco do Brasil anuncia fim do patrocínio à CBV após irregularidades em contratos

Controladoria Geral da União constatou que R$ 30 milhões, dinheiro oriundo do banco estatal, foram aplicados de forma inadequada
11/12/2014 18:02 - Atualizado em 11/12/2014 18:32
Por ahe!
RIO

Banco do Brasil suspende patrocínio da CBV - Paulo Frank/CBVO Banco do Brasil anunciou na tarde desta quinta-feira (11) que não vai patrocinar mais a Confederação Brasileira de Vôlei, a quem repassa verbas desde 1991. A decisão foi informada através de nota oficial depois que a Controladoria Geral da União (CGU) confirmou irregularidades nos contratos da entidade.

A CGU detectou erros em 13 contratos, que, juntos, somam R$ 30 milhões em pagamentos feitos entre 2010 e 2013 pela CBV com verba do banco estatal. O Banco do Brasil informou ainda que só voltará com o patrocínio, se a confederação se ajustar às regras da CGU.

Em resposta, a CBV também soltou uma nota oficial dizendo que "a nova gestão tomou providências visando implantar uma governança responsável e, acima de tudo, ética. (...) Desde abril de 2014 publica mensalmente balancetes em seu sítio eletrônico, tem um modelo de governança desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas, já reestruturou o quadro administrativo, criou medidas de aprimoramento na seleção de fornecedores e implantou uma auditoria interna permanente."

A confederação acrescentou que "tomou as medidas que estão ao seu alcance legal, contratando o escritório jurídico Thompson Motta Advogados Associados para acionar judicialmente buscando o ressarcimento dos valores gastos com contratos ou serviços suspeitos. A determinação do presidente da CBV, Walter Pitombo Larangeiras, é para o cumprimento integral das medidas sugeridas pela Controladoria Geral da União."

Confira na íntegra o comunicado do Banco do Brasil

"O Banco do Brasil informa que suspendeu os pagamentos à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) referentes aos contratos de patrocínio e condiciona a retomada dos pagamentos - e a continuidade do patrocínio - à adoção imediata pela CBV de todas as medidas corretivas apontadas pela Controladoria Geral da União (CGU), além de outras identificadas pelo Banco como necessárias.


Parte das medidas apontadas pela CGU foram previamente identificadas pelo BB e constam de aditivo contratual que foi negociado com a CBV, porém sem resposta final por parte da Confederação.


O Banco do Brasil reitera que não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte e à comunidade do vôlei, e entende ser necessário que a CBV adote novas práticas de gestão que tragam mais disciplina e transparência à aplicação dos recursos."


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