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Investimento eficaz

Em sua coluna no ahe!, Theo Braune aborda sempre um tema importante
04/11/2014 20:32 - Atualizado em 04/11/2014 20:32
Por Theo Braune
CALIFÓRNIA-EUA

No artigo passado abordamos o tema sobre a expectativa do desempenho dos atletas nas Olimpíadas do Brasil, em 2016, e o desempenho da USC (Universidade do Sul da Califórnia) na Olimpíada de Londres-2012. Em virtude do ótimo desempenho proporcionado pelos atletas californianos, uma pergunta fica em nossa cabeça. Quais são as políticas de incentivo e qual o custo dessas políticas que explicam esse sucesso?

Existem diversas políticas de incentivo oferecidos aos atletas nas universidades, mas, diferentemente do que é pensado, há, também, um acentuado incentivo aos treinadores. A filosofia geral é pagar pelo ensino dos atletas e não pelo desempenho ou status, como os profissionais.

Geralmente, atletas de divisão 1 (o mais alto escalão das divisões) ganham 100% de bolsa escolar e mais alguns incentivos, como, por exemplo, ticket refeição para ser usado no refeitório da universidade, geralmente três vezes por dia, passagens aéreas quando jogam em outros estados, acomodação de graça e outros focando a parte de esporte, mas também acadêmica.

Atualmente nas universidades americanas, uma forma diferente de incentivo está sendo implementada. Os treinadores das equipes de divisão 1, de futebol americano e basquete, estão mudando suas cláusulas de incentivos em contratos. De acordo com Matt Wilson, professor de Sport Business na Universidade de DeLand, Flórida, “os treinadores e diretores das faculdades estão baseados em dar incentivos apenas pelo desempenho atlético em detrimento ao desempenho acadêmico”.

Por temer esse excesso de incentivo, apenas baseado em desempenho atlético, em agosto de 2014 o Governador da Califórnia, Gavin Newsome, enviou cartas para os CEOs das Universidades da Califórnia propondo que os diretores atléticos das universidades devessem  se conectar mais com o desempenho escolar dos atletas. Essas possíveis mudanças mostram como o desempenho acadêmico são a prioridade, mesmo que, dentre os atletas, estejam possíveis futuros jogadores das ligas profissionais.

E o custo dessas universidades? Muitos se perguntam sobre os custos de cada Universidade e do retorno proporcionado. De acordo com um estudo feito pelo Departament of Eduacation Data e publicado na renomada revista Forbes, em de 31 de Agosto de 2013, a USC (Universidade do Sul da Califórnia) teve um total de $23,123,733 de gastos com o time de futebol americano e o retorno, apenas neste esporte, foi de $34,410,822. Os lucros obtidos incluem licença de royalties pelo uso de logomarcas em merchandise, direitos de televisão, dentre outros. Outro dado importante é a relação custo/ lucro da Universidade do Texas que bateu recorde na temporada de 2011/2012. De acordo com o mesmo estudo, o custo foi de $25,896,203 e um lucro de, nada mais nada menos, que $103,813,684, obtendo uma margem liquida de $77,917,481.         

Fontes:
http://forwardflorida.com/florida-education/academics-vs-athletics-shining-the-spotlight-on-incentives/

http://www.forbes.com/sites/aliciajessop/2013/08/31/the-economics-of-college-football-a-look-at-the-top-25-teams-revenues-and-expenses/

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