Vôlei

Carlos Arthur Nuzman sobre crise na CBV: 'Nossa preocupação é grande'

Dirigente diz que escândalo deve ser apurado 'em respeito a atletas e treinadores'
13/03/2014 13:30 - Atualizado em 13/03/2014 13:30
Por ahe!
RIO

Carlos Arthur Nuzman - Foto: Sebastien Feval / AFPO presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, se mostrou preocupado com a crise na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Segundo apuração da ESPN Brasil, empresas de pessoas de dentro da CBV recebiam ilegalmente por comissões nos contratos de publicidade firmados pela entidade. Nuzman, no entanto, prefere tomar algum tipo de medida apenas quando as investigações estiverem concluídas.

- Nossa preocupação é grande e não poderia ser diferente. Os fatos devem ser apurados porque isso é uma questão de respeito a atletas e treinadores. Deve ser explicado o que existe e não existe O exemplo de profissionalismo que o vôlei sempre deu deve ser mantido - disse Nuzman, que presidiu a CBV de 1975 a 1997, quando foi substituído por Ary Graça.

Na última semana, a ESPN Brasil exibiu em reportagem que a SMP Logística e Serviços LTDA, de Marcos Antônio Pina Barbosa, superintendente da CBV nos anos 90 e de volta em 2013, recebeu R$ 10 milhões para prestar serviços que ficavam sob responsabilidade da CBV. A empresa funcionou como uma interlocutora, sem exercer essa função. Pina acabou deixando o cargo após as denúncias.

Veja mais: CBV contrata auditoria externa para avaliar contratos envolvidos em escândalo

Já na última terça-feira a ESPN relatou um caso semelhante ao ocorrido com a SMP. A empresa em questão era a S4G Gestão de Negócios, de Fábio André Dias Azevedo, alçado à condição de "Diretor Geral" da Federação Internacional de Vôlei (FIVB, da qual Ary Graça é presidente).

O acordo com a S4G também previa R$ 10 milhões em cinco anos de contrato. Assim, somando as cotas previstas para a SMP e para a S4G, a CBV prevê pagamento de R$ 20 milhões para estas agências em cinco anos, por comissão pelo contrato de patrocínio com o Banco do Brasil.


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