Basquete

Exclusivo: Fluminense explica desistência do NBB e revela acordo com Leandrinho

Clube diz que não conseguiu nem metade do valor do projeto para disputar o torneio
17/09/2013 10:50 - Atualizado em 17/09/2013 11:17
Por Thiago Mendes
RIO

Dois meses depois de anunciar que estaria abrindo mão de sua vaga na próxima temporada do Novo Basquete Brasil (NBB), o Fluminense, enfim, resolveu dar detalhes sobre a polêmica decisão. Questões como falta de patrocínio e tempo hábil para montar um time competitivo foram levantadas. Carente de bons jogadores, no entanto, o Tricolor das Laranjeiras não ficaria, já que, de maneira exclusiva ao ahe!, o clube revelou que já tinha um acordo fechado com um grande jogador. Questionado sobre se esse atleta seria Leandrinho, Renê Machado, superintendente de esportes olímpicos, não hesitou em confirmar.

- Sim, era o Leandrinho. Já estava tudo certo, tudo apalavrado. Só faltou colocar no papel. Havia uma empresa parceira que iria bancá-lo para nós – revelou o dirigente.

Embora houvesse o desejo de entrar forte na disputa do principal campeonato de basquete do país, os dirigentes tricolores explicaram que a participação da equipe no NBB não era viável financeiramente. Com um projeto de R$ 6 milhões, o Fluminense se viu diante da iminente recusa ao convite, já que, até então, só havia conseguido arrecadar R$ 1 milhão, proveniente de contratos com a Universidade Estácio de Sá e o BNY Mellon.

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- Ou o Fluminense entrava forte no campeonato ou não entrava. Quando vimos que não conseguiríamos ter um time competitivo como esperávamos, decidimos não entrar. Simples. Com o dinheiro que nós tínhamos, não dava nem para fazer time. Nosso caixa era só para pagar despesas. Só de franquia (valor pago à liga para se disputar o NBB), o custo era R$ 500 mil – explicou Ricardo Marins, vice-presidente geral do Fluminense.

Ricardo Maritns, vice-presidente geral, e Renê Machado, superintendente de esportes olímpicos do Fluminense - Thiago Mendes/ahe!

Para a cúpula de esportes olímpicos do Tricolor, a cesta crucial, no último segundo, que fez com que o time perdesse para o Macaé na estreia da disputa do triangular de acesso ao NBB foi decisiva para a desistência. Eles acreditam que, se a vaga fosse conquistada dentro de quadra, tudo seria diferente. Havia, inclusive, perspectiva de apoio do principal patrocinador do Fluminense, a Unimed.

- Acabamos perdendo um jogo no último segundo que prejudicou muito nosso projeto. Recebemos o convite, mas não é a mesma coisa. Você não fica muito confortável. Se ganha a vaga na quadra, se tem mais tempo para trabalhar o projeto. Não conseguimos viabilizar, pois dependíamos de uma aprovação da liga, o que demorou a acontecer. Quando recebemos o aval, o tempo já era curto, jogadores que estavam mais ou menos apalavrados foram acertando com outros clubes e não conseguimos mais colocar todo o projeto em prática. Mas tinha muita coisa para sair. Até a própria Unimed sinalizou que entraria para nos apoiar. Já tínhamos decidido, inclusive, onde iríamos mandar nossos jogos. Acertamos com o Clube Municipal, que nos ofereceu uma estrutura muito bacana. Infelizmente não deu – lamentou Ricardo.

Fluminense venceu a Super Copa Brasil, mas não  conseguiu a vaga no NBB pelo triangular final de acesso - Divulgação/Garra MarketingO sonho de disputar o NBB, porém, não chegou ao fim com a recusa ao convite da Liga (LNB). Já pensando na temporada 2014/2015, o clube promete voltar ainda mais forte nos campeonatos de acesso para, quem sabe, conquistar uma vaga dentro de quadra.

- A gente vai buscar um patrocinador para disputar o campeonato de acesso novamente. Com o retorno que nós tivemos, que foi enorme, principalmente quando falamos em torcida, sabemos que podemos entrar forte novamente. Vamos tentar outra vez, vamos buscar a vaga na quadra – garantiu Renê Machado.

Sem a concretização do acordo com o Tricolor, que se viu obrigado a deixar o projeto de lado, Leandrinho voltou suas atenções para a NBA. Em recuperação de lesão, ele já está treinando e pode ser reforço do Dallas Mavericks para a próxima temporada da liga americana. Seu irmão e agente, Arthur Barbosa, está à frente das negociações.


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