Natação

Após superação e tri mundial, Cesar Cielo revela inspiração em Nadal e Ronaldo

Velocista disse que teve que conviver com dores até para dirigir e subir escadas
07/08/2013 13:15 - Atualizado em 07/08/2013 13:48
Por ahe!
RIO

Após conquistar o tricampeonato mundial nos 50m livre em Barcelona, na Espanha, Cesar Cielo disse ter convivido com dores e contou sua história de superação nesta quarta-feira, em entrevista coletiva realizada em São Paulo. O nadador desabafou, lembrou sua cirurgia no joelho, que aconteceu há menos de um ano, e revelou ter se inspirado em Ronaldo e Rafael Nadal para dar a volta por cima.

- Neste ano, eu estava com um pôster do Nadal e um do Ronaldo no quarto. Quando eu estava assistindo a Roland Garros e vi o Nadal ganhando, pensei: ele passou por uma coisa muito parecida, ele pode estar sentindo dor constantemente, em um campeonato que tem jogo todo dia, três horas de jogo por dia. E o cara está correndo, o que machuca muito mais o joelho que piscina. Se ele conseguiu, não posso usar essa desculpa – disse.

Veja mais: Michael Phelps confessa que nadadores costumam urinar na piscina

Quanto a Ronaldo, Cielo lembrou a grave lesão que o ex-atacante teve quando ainda atuava pela Internazionale de Milão, em 2001. Na ocasião, a carreira do jogador chegou a ser ameaçada, mas ele deu a volta por cima e conduziu o Brasil ao título da Copa do Mundo de 2002.

Cesar Cielo brinca com suas medalhas do Mundial de Barcelona - Satiro Sodre/SS Press

- Na parte do Ronaldo, (a motivação foi) aquele jogo em que ele caiu em campo com o joelho desfigurado. É a cena mais forte da carreira dele. A cirurgia que a gente fez foi a mesma, e o cara precisa chutar uma bola. Se eu fosse jogador de futebol, eu ia precisar de mais tempo (de recuperação) que eu precisei para a natação, porque é uma coisa inexplicável, só quem já passou sabe a dor que é. E depois daquilo ele ser campeão da Copa do Mundo, artilheiro e melhor jogador... mostra que é possível – disse Cielo.

Com seis medalhas em Mundiais, Cielo contou que as dores o assombraram até em situações cotidianas, como dirigir ou subir uma escada.

Veja mais: Húngara quebra recorde mundial dos 200m medley em piscina curta

- A parte mais difícil foi o dia a dia em relação à dor, não tem jeito. Sair do treino mancando, dirigindo o carro de uma forma completamente torta, não conseguir ficar com o joelho dobrado. Na minha casa, que tem escada para o segundo andar, se esquecia alguma coisa lá em cima, falava: 'não vou subir nem...'. Faço gelo até hoje, dez meses depois. A convivência com a recuperação em si foi um período muito difícil – contou.


compartilhar no