Saltos ornamentais

Hugo Parisi sonha representar o Brasil nos Jogos de 2016 e já planeja aposentadoria

Saltador, formado em propaganda e marketing, quer ajudar os esportes de outra forma
20/06/2013 15:00 - Atualizado em 20/06/2013 15:00
Por Francisco Junior
RIO

Três meses longe de competições. Essa foi a pena imposta pela Fina ao brasileiro Hugo Parisi por ter sido flagrado no exame antidoping, devido ao uso de prednisolona, anti-inflamatório pertencente ao grupo dos esteroides. Apesar da forte tristeza por um erro (precisou tomar o medicamento emergencialmente e não avisou aos médicos da Confederação) ter manchado sua carreira, ele garante que seus objetivos até o final de sua carreira seguem inalterados.

O saltador brasiliense, que tem em seu currículo três participações em Jogos Olímpicos (Atenas/2004, Pequim/2008 e Londres/2012), sonha com a possibilidade de representar o Brasil dentro de casa.

- Esse imprevisto não vai alterar em nada os meus planos. Pelo contrário. Vou fazer dele um incentivo para estar ainda melhor. Sei que não é fácil, mas as dificuldades são feitas para serem superadas. Vou virar esse jogo e fazer disso algo positivo para seguir visando aos Jogos de 2016 - garantiu Hugo Parisi.

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Após o término da competição no Rio de Janeiro, quando estará prestes a completar 32 anos, Hugo planeja deixar os saltos ornamentais. Formado em propaganda e marketing, ele pretende trabalhar ajudando na evolução dos esportes no país. O saltador ainda lembrou que não existe uma idade “limite” para aposentadoria.

- Tem atleta que salta até um mais tarde, tem outros que se aposentam cedo. É muito pelo objetivo pessoal. Meus planos competindo no esporte vão até 2016. Depois, vai ser bem difícil continuar em alto nível. Quero começar a pensar na minha carreira fora dos saltos - explicou o atleta de 28 anos.

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Há dez anos na seleção brasileira de saltos ornamentais e considerado um dos melhores do país na modalidade, Hugo Parisi é um exemplo para os jovens que estão surgindo. Porém, sem muitos investimentos, a defasagem é grande. Diante disso, há poucos nomes de destaque que possam assumir o posto.

- Hoje em dia é complicado apontar um sucessor. Acho que isso não acontece somente nos saltos ornamentais, muitos esportes também estão sofrendo. O Brasil passou muito tempo sem investir. O lado positivo que podemos tirar disso é que ainda estamos muito pobres no sentido de massificarmos nossos esportes para que cresçam jovens com potencial - finalizou.

Cesar Castro (à esq) e Hugo Parisi (à dir) são há algum tempo os únicos nomes de destaque do país nos saltos ornamentais - Arquivo Pessoal/Facebook


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