Tênis

Fernando Meligeni recorda semifinal histórica em Roland Garros e apelido de 'gênio'

Brasileiro fez 'campanha da vida' em 1999, quando ficou entro os quatro na França
08/06/2013 09:00 - Atualizado em 08/06/2013 09:00
Por Thiago Mendes
RIO

Se não era dono de uma técnica das mais apuradas do circuito, Fernando Meligeni escreveu seu nome na história do tênis brasileiro por conta de sua raça incomparável. Dessa maneira, brilhou e, em 1999, fez campanha irretocável em Roland Garros, chegando à semifinal. Às vésperas de mais uma decisão do Grand Slam francês (que será disputada entre Rafael Nadal e David Ferrer neste domingo), o hoje comentarista conversou com o ahe! E lembrou alguns momentos marcantes de sua trajetória no Aberto da França – seu “sonho” –, e com muito carinho recordou quando recebeu o apelido de “gênio”.

Aconteceu em 1993, durante sua primeira participação no único Grand Slam do circuito disputado no saibro. Na ocasião, Meligeni avançou às oitavas de final. Antes disso, porém, na segunda rodada, o brasileiro superou o francês Stephane Huet, que jogava em casa e havia eliminado o lendário Ivan Lendl na estreia. O feito, então, rendeu ao “Fininho” um novo apelido para sua “coleção”.

- Essa é uma recordação muito legal. Foi a primeira vez que disputei Roland Garros e logo na segunda rodada eliminei um francês que tinha vencido o Lendl na primeira fase. Quando venci, o público começou a me chamar em “Meligênio”. Foi uma coisa muito bacana, eu era moleque e me lembro muito bem disso, é uma das histórias mais legais que tenho de lá – contou ele.

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Contudo, o momento mais marcante de Meligeni em solo parisiense ainda estava por vir. Em 1999, ele brilhou no saibro francês e chegou à semifinal, ficando a uma vitória de decidir o título contra o norte-americano André Agassi. Fato que não sai de sua memória.

Meligeni foi à semifinal de Roland Garros em 1999 - Divulgação

- 1999 foi sem dúvida o ano mais importante da minha carreira, e a semifinal em Roland Garros foi um dos meus maiores feitos. Grandes tenistas, que já figuraram no top 10, não conseguiram chegar lá. Foi um sonho, uma campanha inesquecível – contou.

Apesar da derrota para o ucraniano Andrei Medvedev, que havia derrotado Gustavo Kuerten nas quartas de final, Fininho diz que ficou muito satisfeito com sua participação no torneio. Ele admitiu que o adversário, então na 100ª colocação do ranking, mereceu a vitória, e brincou com suas chances contra Agassi em uma possível final.

- A gente sempre sai com a ideia de que poderia ter ido além, claro. Quando vi que meu adversário seria o Medvedev e não o Guga, achei que daria para vencer, sim. Fiquei aliviado de certa forma por não enfrentar o Guga, pois ele sempre me vencia. Mas no dia do jogo o Medvedev foi melhor e mereceu ganhar. Mesmo se eu fosse à final, teria o Agassi pela frente, que buscava o único Grand Slam que ainda lhe faltava. Como faria para vencê-lo? (risos) – brincou.

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Por fim, Fernando Meligeni voltou ainda mais no tempo e recordou seus tempos de criança, quando assistia ao Aberto da França pela televisão. Ele confessa, aliás, que foi assistindo aos grandes tenistas brilhando no saibro parisiense que começou a ter vontade de seguir carreira como atleta profissional.

- Roland Garros foi o torneio que me inspirou, que me impulsionou a ser tenista profissional. Era criança e olhava pela televisão e ficava me imaginando lá, no meio de tantas feras. Sempre foi meu sonho. É um torneio fantástico – concluiu.


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