Rugby

CBF perde, de goleada, para a confederação de rugby na quantidade de patrocinadores

Modalidade olímpica conta com 15 investidores contra apenas dez da entidade máxima do esporte bretão, que triunfa no quesito valor apurado
12/03/2013 08:20 - Atualizado em 12/03/2013 08:20
Por Francisco Junior
RIO

Na preferência popular, o rugby dificilmente conseguirá desbancar o futebol como grande paixão dos brasileiros. No entanto, a organização da entidade máxima da modalidade olímpica, a CBRu, chama a atenção pela quantidade de patrocínios. Em comparação entre as confederações de ambos os esportes, ela vence, de goleada, a CBF. Com metas ambiciosas e uma gestão transparente, o presidente Sami Arap trabalha para colocar o esporte “que ainda vai ser grande” em um patamar de mais destaque no país.

- Há pouco tempo, o rugby não tinha atenção das mídias. Com um trabalho de marketing apoiado por um modelo de governança, nós conseguimos mostrar um trabalho sério, com credibilidade. Então, essas pessoas começaram a se sentir atraídas pelo rugby e começaram a investir - explicou Sami Arap ao ahe!.

Além da Nike, que fornece os materiais esportivos, a CBF conta com outros nove patrocinadores (Guaraná Antarctica, Vivo, TAM Linhas Aéreas, Banco Itaú, Volkswagen, Gillette, Extra Hipermercados, Seara e Nestlé). Somente em 2011, o órgão máximo do futebol brasileiro arrecadou via patrocínio mais de R$ 200 milhões.

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A CBRu não fatura tanto, mas, em número de patrocinadores e parceiros, até ganha da CBF (15 a 10). No “primeiro time” estão: Topper, Bradesco, Heineken, JAC Motors, Deloitte, BR Properties, Probiótica e Brookfield Incorporações. Na equipe de parceiros, há Shark&Lion, CREMER, Companhia Athletica, Travel Ace, Fortify, Outback e Cosan.

Sami Arap tem como grande meta popularizar um esporte que até o momento é pouco praticado no país - Divulgação- Eu costumava dizer que estávamos fazendo a pirâmide invertida. Isso porque não adiantaria tentar transformar o Brasil no país de rugby. Isso nunca daria certo. O importante era mostrar que há jogadores capazes de representar bem a modalidade. Precisávamos mostrar que o Brasil tinha e tem potencial para formar seleções de alto nível. Fizemos isso e conseguimos atrair esses investidores - disse Sami Arap.

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À frente da entidade desde a sua criação, o presidente tem como meta popularizar um esporte que até o momento é pouco praticado no país. Criada em 2010, a CBRu já é reconhecida internacionalmente e demonstra ser um exemplo de governança esportiva.

- Enquanto outras confederações estão pensando em fazer torneios e cuidar de atleta, a CBRu terceirizou a formação de atletas com o convênio assinado com a Nova Zelândia e concentrou os esforços na governança coorporativa - ressaltou.

Ex-jogadores e fãs se uniram para alavancar o rugby no Brasil

A jornada para mudar o rumo do rugby no Brasil começou com a formação de um grupo de ex-jogadores e apaixonados pela modalidade. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro, eles vislumbraram a chance de popularizar o esporte. Segundo Sami Arap, o trabalho organizacional feito na CBRu gera cada vez mais credibilidade para atrair investidores.

- Nossa vontade é entregar para essas novas gerações tudo aquilo que nós não tivemos. Nossos atletas vão sempre deixar suor e sangue dentro de campo. E a CBRu vai tentar dar todas as ferramentas para que nossas metas sejam cumpridas. Esse é uma promessa minha. Estou dedicando minha vida à Confederação e vou fazer de tudo para o rugby evoluir - prometeu Sami Arap, emocionado.

Mesmo sabendo que o futebol é a “doença” do povo brasileiro, o rugby tem certeza de que ainda será grande no Brasil.

Sami Arap está no comando da CBRu desde 2010, quando foi criada a entidade - Divulgação/Pedro Monteiro


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