Basquete

Realizado, Hélio Rubens relembra glórias do passado e diz: 'o basquete é minha vida'

Treinador recorda com carinho sua passagem pelo Vasco e se considera feliz por tudo o que conquistou
23/08/2012 09:30 - Atualizado em 23/08/2012 09:30
Por Thiago Mendes
RIO

Feliz da vida. Assim está Hélio Rubens no auge dos seus 71 anos. Com a disposição de um garoto, o experiente treinador se mostra cada vez mais empolgado com o crescimento do esporte brasileiro e não quer saber de parar. Na terceira e última parte de sua entrevista ao ahe!, o pai de Helinho relembra os principais momentos de glória de sua longa e vitoriosa carreira, o sucesso no Vasco e confessa: “o basquete é a minha vida”.

– Hoje eu me sinto completamente feliz e realizado, por tudo o que fiz e conquistei ao longo de minha trajetória. O reconhecimento do povo é algo que me emociona muito – confessou.

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Quando criança, Hélio jamais imaginou fazer sucesso no basquete. Segundo o próprio treinador, seu sonho era defender a seleção brasileira, mas com a bola nos pés. Depois de tantos anos, no entanto, o veterano admite que sua vida gira em torno do esporte da bola laranja.

– Eu era jogador de futebol e tinha perspectiva de uma carreira muito vitoriosa. Mesmo assim, fui para o basquete. Quando eu iria imaginar que chegaria à seleção brasileira já considerado velho na época, com 26 anos; que, aos 29, já seria o capitão da equipe; que dos 30 aos 35 eu seria considerado o melhor jogador do país? Então, como não dizer que isso não é a minha vida? – disse.

Hélio Rubens fez sucesso no Vasco - Divulgação

Além dos seus 50 anos de carreira defendendo as cores do Franca (25 como jogador e 25 como treinador), um trabalho em especial o marcou muito. No Rio de Janeiro, entre 2000 e 2003, Hélio Rubens fez história no Vasco da Gama.

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– O trabalho que fiz no Vasco é um dos grandes orgulhos da minha vida. Era um projeto de 30 modalidades, de ótimo nível técnico, que tinha como objetivo transformar o clube em uma potência olímpica mundial. Então, essa foi uma experiência fantástica. Conquistamos tudo o que o clube não tinha conquistado em toda sua história. Além da motivação de todos, a torcida abraçou a ideia e foi incrível – recordou.


ahe! – Em sua época de Vasco, o presidente era o polêmico Eurico Miranda. Como era a relação de vocês?

Hélio Rubens – Era muito boa. Ele sempre me deu autonomia absoluta para realizar o meu trabalho. Sempre tive seu apoio e a parceria fez sucesso. Não tem nem como não ser boa a relação, era só alegria, né? (risos).

Treinador se diz muito feliz por suas conquistas - Divulgaçãoahe! – Voltaria a dirigir o Vasco ou algum outro time do Rio de Janeiro?
Hélio Rubens – Voltar a trabalhar no Vasco seria relembrar um passado de glórias. Faria com o mais imenso prazer. Há dois anos, a Eletrobrás, patrocinadora do clube, propôs no Conselho de Beneméritos (do qual Eurico Miranda é o presidente) a formação de um novo time de basquete. Na hora, ele me ligou e disse que caso o projeto saísse do papel, eles só fariam o time se eu fosse o treinador.

ahe! – Você ficou marcado também por defender a seleção brasileira. Caso surgisse um convite para voltar, mesmo que em uma função diferente que a de treinador, como reagiria?

Hélio Rubens – Eu veria com bons olhos. Seria maravilhoso dar uma parcela de contribuição, em qualquer que fosse a função. Sem qualquer interesse pessoal, particular... Seria somente pelo ideal de servir ao país através do que sei, o esporte.

ahe! – Aos 71, por mais quanto tempo ainda se vê trabalhando à beira das quadras?

Hélio Rubens – Não sei. Não gosto de pensar nisso, de fazer perspectivas... A idade física é aquela com a qual nos sentimos hoje, não importa o que está lá na identidade. Enquanto estiver me sentindo bem, vou seguir fazendo o que gosto, o que sei.


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