Basquete

Feliz com momento do basquete no Brasil, Hélio Rubens sente orgulho de ter colaborado

Treinador afirma que iniciou o trabalho de renovação que levou o Brasil ao quinto lugar nos Jogos Olímpicos de Londres
22/08/2012 09:30 - Atualizado em 22/08/2012 09:42
Por Thiago Mendes
RIO

Hélio Rubens é sinônimo de sucesso e glórias para o basquete do país. O lendário treinador, além de seus trabalhos no Franca, no Uberlândia e no Vasco, tem seu nome gravado na história da seleção brasileira masculina. Na segunda de três matérias especiais do ahe!, o técnico não poupou elogios ao trabalho realizado pela Confederação, acendeu o alerta para a equipe feminina e garantiu ter parcela de participação no bom momento vivido pela modalidade no Brasil.

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– Em 2002, no Mundial de Indianápolis, eu era o técnico da seleção e não me foi dada pela CBB a oportunidade de fazer uma preparação ideal. Mesmo assim, eu levei sete jogadores de 17 a 21 anos, que hoje fazem parte dessa renovação. São eles: Tiago Splitter, 17 anos, Anderson Varejão (18), Leandrinho (18), Nenê (18), Alex (19), Guilherme Giovanonni (20) e o Baby (21). Então, naquela ocasião, já éramos tidos como uma das potências do futuro. Me orgulho muito por ter feito parte dessa renovação – lembrou.


Nos dias de hoje, no entanto, segundo o treinador, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) dá plenas condições para que o trabalho seja feito da maneira ideal. Hélio disse ainda que a volta do Brasil à briga por títulos é apenas uma questão de tempo.

–  A seleção está no caminho certo. Tudo o que pode ser feito está sendo feito. Hoje, o Brasil só precisa manter o trabalho que vem sendo feito para voltar a disputar lugares nos pódios das competições – disse.


ahe! – O que está sendo feito de diferente hoje do que era feito quando você era o técnico da seleção?

Hélio Rubens dirigiu a seleção brasileira no Mundia de 2002, em Indianápolis - DivulgaçãoHélio Rubens – Hoje a estrutura organizacional é completamente diferente. Está muito melhor, muito mesmo. Atualmente, a Confederação oferece inúmeras oportunidades para uma preparação ideal, com amistosos de alto nível técnico, com locais bem montados para treinamento. Hoje se valoriza muito mais o profissional, o jogador. Paga-se seguro para os atletas da NBA, o que não se fazia antigamente. Há também uma remuneração diária, o que também mexeu com o lado motivacional dos jogadores.


ahe! – Você falou sobre o bom momento da equipe masculina. O que está achando da seleção feminina?

Hélio Rubens – A equipe feminina precisa melhorar muito o nível técnico. A seleção passou por uma série de problemas, como a questão da Iziane, que era uma jogadora de extrema importância para o time, por ser uma jogadora experiente e de alto nível. Fora isso, a equipe passa por uma reestruturação visando os Jogos do Rio, daqui quatro anos, o que pode dar um “upgrade” na seleção.

ahe! – Já que você citou os Jogos do Rio-2016, o comissário da NBA, David Stern, propôs que fosse estabelecido um limite máximo de idade para os jogadores participarem dos Jogos. O que pensa sobre isso?

Hélio Rubens – Sou extremamente contra. Acho que as Olimpíadas são a as principais competições do mundo, por isso, precisa ter força máxima. Existem outras muitas oportunidades para se revelarem jogadores novos, como os Campeonatos Mundiais, Pré-Olímpicos, campeonatos continentais... A beleza de uma Olimpíada é o alto nível técnico, não se pode tirar isso.

Treinador se mostrou muito satisfeito com a estrutura do basquete no Brasil - Divulgaçãoahe! – Deixando um pouco seleção e Olimpíadas de lado, qual sua opinião sobre a estrutura do basquete nacional atualmente?

Hélio Rubens – Estou muito motivado para mais uma temporada. A liga está extremamente bem “amarrada”, com uma estrutura sólida e um trabalho sério. Temos cada vez mais equipes interessadas em participar do Novo Basquete Brasil (NBB). Quando atingirmos um bom número, poderemos até criar uma liga B. Outra coisa que é legal é a presença de times com “camisa”, como Flamengo e Palmeiras. O esporte competitivo se justifica pela presença do público. Quando se tem uma torcida grande, fica muito melhor.


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