Olimpíadas

Rio assume posto de cidade olímpica com muito o que fazer pela frente

Infraestrutura, transporte e alojamento são as maiores preocupações
12/08/2012 08:21 - Atualizado em 12/08/2012 08:21
Por AHE!
RIO

Com o fim dos Jogos de Londres, neste domingo, o Rio de Janeiro, conhecido por suas praias e pelo carnaval, assume oficialmente o posto de cidade olímpica diante da árdua tarefa de solucionar os problemas de trânsito, infraestrutura e violência para sediar as Olimpíadas de 2016.

O comitê organizador dos Jogos do Rio e as autoridades da cidade insistem em dizer que todos os projetos de infraestrutura planejados para o evento já estão sendo feitos, porém, a Vila Olímpica, que receberá 14 mil atletas, e o Parque Olímpico, que receberá a disputa nove modalidades, ainda não começaram a ser construídos. A cidade ainda não tem um plano executivo e não sabe ao certo quanto vai gastar para sediar o evento.

Segundo especialistas, o maior desafio são infraestrutura, transporte e alojamento. Com 6,5 milhões de habitantes, o Rio deve receber no período dos Jogos um milhão de turistas, mas terá apenas 34 mil quartos de hotel em 2016.

- Agora é que vamos mensurar a complexidade de organizar um evento como as Olimpíadas. Nos últimos três anos não focamos em começar a construir uma cidade olímpica e criar a infraestrutura necessária - disse o consultor de marketing esportivo Erich Beting.

Presidente do Comitê Organizador dos Jogos de 2016, Leonardo Gryner admitiu que as maiores preocupações são os transportes e os hotéis. Para melhorar o serviço de transporte público, está sendo criada uma linha de metrô até a Barra da Tijuca e quatro linhas expressas de ônibus.

Carlos Campos, economista e analista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, disse que vários projetos 'estão atrasados e o governo sabe que alguns deles não ficaram prontos para a Copa do Mundo de 2014 e alguns nem mesmo para os Jogos de 2016".

O prefeito de Londres Boris Johnson se entrou com Eduardo Paes na capital inglesa - Andrew Cowie/AFPGryner garante que 47% das instalações esportivas necessárias para os Jogos já existem, incluindo algumas construídas para a disputa do Pan-Americano de 2007. Cerca de 28% serão novas e 25%, como a arena de vôlei de praia, em Copacabana, serão temporárias.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que disputa a reeleição em outubro, disse que as obras de infraestrutura estão no prazo, mas reconhece que o custo total ainda não é conhecido.

- Pode variar. Só vamos saber o custo exato dos Jogos do Rio quando tivermos um plano executivo pronto.

Quando apresentou sua candidatura, o Rio de Janeiro previu investimentos de R$28 bilhões, sendo 23,2 bilhões em recursos públicos e privados, e 5,6 bilhões do Comitê Organizador.

A presidente Dilma Rousseff espera que os Jogos ajudem no crescimento do país.

- Queremos o melhor legado possível das Olimpíadas para o Brasil, tanto do ponto de vista esportivo quanto em termos de infraestrutura e qualidade de vida para a população - finalizou a presidente.


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