Londres 2012

Brasil encerra Jogos Olímpicos de Londres com novo recorde de medalhas conquistadas

Atletismo passa em branco pela primeira vez desde 1992, mas país sobe 17 vezes ao pódio e supera as campanhas de Atlanta-1996 e Pequim-2008, que tiveram 15 cada
12/08/2012 14:49 - Atualizado em 12/08/2012 15:18
Por AHE!
RIO

Os Jogos de Londres 2012 se encerram, neste domingo, e mesmo longe do desempenho de quem vai sediar a próxima Olimpíada, o Brasil tem motivos para comemorar. Com os 17 pódios na capital inglesa, o país bateu o recorde de conquistas olímpicas, que antes era de 15 medalhas, alcançado em Atlanta-1996 e repetido em Pequim-2008. Este ano, foram três ouros, cinco pratas e nove bronzes, garantindo à delegação o 22º lugar no quadro de medalhas.

Até esta edição, a vela era o esporte que mais tinha levado o Brasil ao pódio, com 16 medalhas. Em Londres, Robert Sheidt e Bruno Prada ficaram com o bronze na classe Star e aumentaram a contagem, mas o judô, que tinha 15 conquistas, ganhou mais quatro medalhas e assumiu como a modalidade brasileira mais premiada em Olimpíadas.

A judoca Sarah Menezes entrou para a história como a primeira brasileira a subir no lugar mais alto do pódio, além de ser a segunda mulher a conquistar uma medalha de ouro no individual - a primeira foi Maurren Maggi, ouro no salto em distância, em Pequim-2008. Ela ainda se junta a Aurélio Miguel e Rogério Sampaio como únicos campeões olímpicos do país.

Sarah Menezes - ADRIAN DENNIS / AFP

O atletismo, terceiro esporte que mais trouxe medalhas, com 14, foi a decepção brasileira em Londres. Cotadas para o pódio, Fabiana Murer, do salto com vara, e Maurren Maggi, do salto em distância, tiveram desempenho abaixo do esperado e sequer se classificaram para as finais. Marilson dos Santos foi 5º na maratona, mas o Brasil ficou mesmo sem pódio, pela primeira vez desde os Jogos de Barcelona 1992.

Decepções à parte, a delegação volta para casa com duas medalhas inéditas: ouro na ginástica artistíca e bronze no pentatlo moderno. A primeira com Arthur Zanetti, nas argolas, que já tinha sido vice-campeão mundial em 2011 e confirmou na capital inglesa sua grande fase. A segunda foi a pernambucana Yane Marques quem trouxe. Número 3 do ranking mundial, a pentatleta chegou a ficar perto do ouro e deve brigar em 2016 pelo título olímpico em casa.

Boxe volta ao pódio e COB planeja 30 medalhas para 2016

Esquiva Falcão - Jack Guez / AFPSe nas pistas os resultados não foram bons, nos ringues existe muito o que festejar. O boxeador Esquiva Falcão colocou o país na final olímpica pela primeira vez na história e ficou a um ponto do ouro. Antes dele, Adriana Araújo e Yamaguchi Falcão ficaram com o bronze e encerraram um jejum de 44 anos sem um brasileiro no pódio - o último tinha sido em 1968, com Servílio de Oliveira.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) estimava em 15 o número de medalhas do país em Londres. Em entrevista ao Ahe!, o superintendente executivo Marcus Vinícius Freire, disse, em dezembro passado, que a expectativa era repetir, na Inglaterra, o desempenho de Pequim-2008, na China. Na ocasião, o dirigente lembrou que não adiantava inventar números e pensar em um salto quantitativo em quatro anos.

- Nossa grande meta quantitativa vai ser para o Rio. O objetivo em 2016 é ficar entre os Top10 e, hoje, isso significa algo em torno de 30 medalhas - explicou Marcos Vinícius.

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