
A piscina é o campo para as braçadas, mas não apenas isso: além da natação, outras modalidades olímpicas são praticadas entre as bordas - saltos ornamentais, nado sincronizado e polo aquático. Como todas estas modalidades incrementam o quadro de medalhas, elas ganham ainda mais importância para o próximo ciclo olímpico. Quem garante é o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes.
- O carro-chefe dos esportes aquáticos é a natação, mas agora a Confederação tem mais recursos. Isso vai nos permitir investir nas outras modalidades aquáticas - disse ao ahe! Coaracy Nunes, completando que o patrocínio da entidade com os Correios foi renovado por mais quatro anos.
O auxílio que vem dos Correios equivale a 22 milhões anuais. Grande parte disso vai para a natação.
O programa treina os atletas da equipe masculina com o objetivo de garantir medalhas para 2016, nas Olimpíadas do Rio. Em Londres, Thiago Pereira, um dos membros do programa, garantiu a prata nos 400 metros medley. Até agora, apenas os homens foram beneficiados, mas, segundo Ricardo de Moura, supervisor técnico de natação a CBDA, depois dos Jogos de Londres será estabelecido um programa específico para as mulheres, com técnicos especializados para acelerar o processo de captação e desenvolvimento de talento.

No comando das mulheres está Sandy Niita, japonesa naturalizada norte-americana. Antes do polo, ela foi nadadora da equipe japonesa nos Jogos Olímpicos de Toquio, em 64, nos 200m peito. Ela também já trabalhou como técnica-chefe da equipe feminina brasileira na estreia do polo feminino em Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg/1999.
Coaracy revelou que, para melhorar a posição do país no quadro mundial do Pólo (no Mundial de Xangai, o Brasil ficou em 14º no polo masculino e feminino), uma saída seria a naturalização de atletas.
- Queremos nacionalizar jogadores para compartilhar o conhecimento com os brasileiros. Seria uma forma de alavancar o polo que, com mais investimentos, avançará e muito por aqui.
Centros de Treinamento para os saltos
Na Olimpíada de Londres, o Brasil leva três representantes dos saltos ornamentais: Hugo Parisi (atual 14º no ranking), Juliana Veloso (32ª no trampolim de 3 metros) e Cesar Castro (18º no trampolim de 3 metros). O último ficou com a medalha de bronze no Pan-Americano 2011. Na mesma competição, Hugo e Juliana terminaram em sexto na plataforma e trampolim de 3m, respectivamente.
Coaracy destacou que o principal objetivo para a modalidade é consolidar três Centros de Treinamento: em Belém, João Pessoa e no Rio de Janeiro, onde ficaria o mais ativo pelo fato de a cidade ser a sede da preparação da seleção.
Um convênio com o Ministério dos Esportes de R$500 mil será o responsável por equipar o Parque Aquático de Belém. A CBDA disse que o processo já foi iniciado com os equipamentos (trampolins e camas elásticas), já que 70% do treinamento são fora da água.
Nado Sincronizado
No nado sincronizado, a referência é o Canadá, berço do esporte. Com bronze na Olimpíada de Sydney pelo país, Leslie Sproule, que treinou a equipe brasileira para o Pan de Guadalajara, seguirá na equipe brasileira. A canadense é consultora da dupla Lara e Nayara, que garantiu vaga após conquistar a 10ª colocação no Pré-Olímpico. O dueto entrará nas piscinas do Parque Aquático de Londres no dia 5 de agosto.
Antes de Guadalajara, o Brasil subiu no pódio no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007, para vestir (no dueto e na equipe) a medalha de bronze. Mas ainda precisa avançar quando a concorrência está além dos limites do continente americano. No Mundial de Xangai, a equipe e o dueto ficaram em 12°.
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