
A caçula da seleção brasileira feminina de tênis de mesa, Caroline Kumahara, de 16 anos, é também a mais nova de uma família com muita tradição oriental. A jovem atleta é filha de pai japonês e mãe brasileira, que nasceu em Presidente Venceslau, mas é descendente de japoneses. Apesar de ter viajado para o país asiático apenas uma vez, quando foi disputar o Mundial Junior da modalidade, Caroline adora a culinária de seus ancestrais. Além disso, ela aponta o respeito à família e a harmonia no seu dia-a-dia como outros pontos que procura seguir. Com isso, ela acredita encontrar um equilíbrio para a vida pessoal e esportiva.
- Minha família segue a cultura tradicional do Japão. Meu pai veio muito cedo para o Brasil, mas ele tem o estilo muito japonês. A minha convivência com eles e com outros descendentes de orientais foi moldando minha vida – contou Caroline.
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Entre parentes brasileiros e japoneses, Caroline é a mais nova. Familiares, que ainda não a conheciam, foram ao local de competição para conhecer a atleta. Se no Brasil a caçulinha já gosta de frequentar restaurantes japoneses, o evento esportivo foi ideal para aproveitar ainda mais a culinária.
- No Mundial tinha uns parentes que eu nunca tinha visto. Foi engraçado, mas foi legal! Em casa, minha mãe está sempre fazendo uns pratos japoneses. Claro que nós não comemos somente isso. Comemos as comidas normais: bife, peixe grelhado. Mas, sempre tem sushi, sashimi. Gosto muito de ir a restaurantes japoneses. Gosto de comer hossomaki, temaki, essas tradicionais – disse, com jeito de quem gostaria de estar se deliciando naquele momento.
Do futsal para o tênis de mesa
Na família Kumahara, em meio a outros quatro irmãos, Caroline foi a única a optar pelo tênis de mesa. Talvez incentivada pelos dois homens, que jogavam futsal, ela treinou por algum tempo a modalidade. Porém, seu pai queria um esporte individual. Com apenas 9 anos, a menina segurou a raquete e foi definindo o rumo esportivo que sua vida seguiria.
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