
A única integrante da seleção brasileira feminina de tênis de mesa que tem puro sangue ocidental é Lígia Silva. Apesar disso, a atleta se define como “falsa japonesa”. Ela explica que os anos de convivência com a modalidade, dominada por chineses, japoneses, coreanos e seus descendentes, foram responsáveis por uma transformação em sua postura.
- São 17 anos convivendo com o mundo oriental. A vida no tênis de mesa é muito ligada a esses países, então temos que entrar no padrão deles. Com o tempo, fui aprendendo. Posso dizer tranquilamente que sou uma falsa japonesa - contou Ligia.
No primeiro dia de competição do Torneio de Equipes do Campeonato Latino Americano, realizado no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, o Cefan da Marinha, no Rio de Janeiro, Lígia ajudou o Brasil a garantir vaga na semifinal. O time, formado por ela, Jessica Yamada e Carolina Kumahara, venceu as peruanas e chilenas e ficou com o primeiro lugar do Grupo A.
Natural de Manaus, a atleta de 30 anos revelou que, no início, sentia um pouco de diferença entre os mundos (oriental e ocidental). Para Lígia, que já representou o Brasil em dois Jogos Olímpicos (Athenas-2004 e Pequim-2008), o jeito mais fechado e concentrado dos japoneses é inspirador.
- Temos que ter como lição o modo de vida deles. Nós aqui somos muito relaxados – explicou a atleta, que mora em Santos e é patrocinada pela prefeitura da cidade.
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Filha de pai japonês e mãe brasileira, descendente de japoneses, Caroline Kumahara, de 16 anos, é a integrante mais nova da seleção. A ótima relação com a experiente Lígia Silva deixou a atleta à vontade para falar sobre a "tia".
- Nesse tempo que a Lígia está na seleção, acredito que ela tenha somado em termos de vibração. E nós passamos para ela muito da nossa concentração - disse a "pentelha", como foi carinhosamente chamada por Lígia.
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