Basquete

Perto do maior sonho, Marcelinho fala sobre carreira, Olimpíadas e não foge de polêmica

Craque do basquete do Flamengo e da seleção brasileira concedeu entrevista exclusiva ao AHE!
08/02/2012 08:00 - Atualizado em 09/02/2012 17:25
Por Thiago Mendes
RIO

Flamengo conta com Marcelinho para conquistar seu segundo título do NBB - Divulgação/Fla ImagemImortal. É assim que Marcelinho Machado é visto pelos amantes do basquete. Jogando em alto nível às vésperas de completar 37 anos, o craque da seleção brasileira e do Flamengo já é um atleta consagrado. Três vezes campeão pan-americano e com muitos outros títulos no currículo, Marcelinho, porém, ainda não está satisfeito. O eterno camisa 4 não esconde a ansiedade por realizar seu maior sonho: disputar uma edição dos Jogos Olímpicos.

Após cinco tentativas sem sucesso em pré-olímpicos, a vaga finalmente veio no ano passado, em Mar del Plata, na Argentina. Antes disso, porém, o ala-armador tem outra missão a cumprir. Coração da equipe rubro-negra, Marcelinho é a maior esperança do Flamengo para conquistar seu segundo título do Novo Basquete Brasil (NBB).

Em entrevista exclusiva ao AHE!, Marcelinho falou sobre os segredos para a longevidade de sua carreira, a expectativa pela realização de seu maior sonho, a experiência de jogar ao lado do irmão e não fugiu da polêmica envolvendo a participação, ou não, de Nenê e Leandrinho nos Jogos Olímpicos de Londres.

Confira as declarações do ala-armador do Flamengo e da seleção brasileira:

AHE! – Qual o segredo para a longevidade de sua carreira?


Marcelinho - Eu credito isso a nunca ter tido uma contusão séria e sempre ter dado muita ênfase à preparação física. Esse aspecto sempre foi prioridade para mim. Além disso, sou beneficiado pelo meu peso, por ser um jogador leve.

AHE! – Por quanto tempo você ainda se vê jogando?

M – Não dá para ter muita noção. O que dita isso é o rendimento em quadra, e ele é bom quando o atleta se dedica nos treinos. Enquanto eu me sentir bem, vou seguir jogando. Quando o físico não me permitir mais jogar em alto nível, eu paro.


AHE! – Até onde a seleção brasileira pode chegar nos Jogos Olímpicos de Londres?


M - O basquete hoje está muito nivelado, e, como nas Olimpíadas estão presentes poucos países, a dificuldade é ainda maior. Uma vitória ou uma derrota pode significar muita coisa. Temos condições de brigar por medalha. Vai depender da preparação, de como o time vai chegar, se vamos ter problemas de atletas com lesões, etc.

Disputar uma edição dos Jogos Olímpicos com a camisa da seleção sempre foi um sonho para Marcelinho - Divulgação/CBBAHE! – Onde você se vê daqui a quatro anos, durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro?

M – Eu me vejo torcendo, de casa. Jogar, infelizmente, não vai dar. Quatro anos é muito tempo e não vai dar pra mim.

AHE! – Você é um dos mais experientes da seleção brasileira e, como um dos líderes do grupo, como vê a polêmica envolvendo a convocação, ou não, de Nenê e Leandrinho, que se recusaram a disputar o pré-olímpico?


M – O time tem que estar forte. Na seleção ninguém tem lugar cativo. Não é porque aqueles 12 jogadores conquistaram a vaga que os mesmos devem ir pra Londres. É outra competição e vai quem estiver melhor no momento. Não são os jogadores que decidem isso. Está nas mãos do Magnano.

AHE! – Como o grupo vai recebê-los, caso sejam convocados? E se você perdesse a vaga para algum deles, como se sentiria?

M – Se eles forem chamados, não vai haver nenhum tipo de problema. Os dois já estiveram em outros momentos com o grupo e o ambiente sempre foi muito bom. Se eu perdesse a vaga eu ficaria chateado por não estar lá, mas não pelo fato de um deles ter ido no meu lugar. Eu ficaria chateado por não poder realizar um sonho, que é disputar uma Olimpíada.

AHE! – Quais são seus ídolos no esporte?

M – Tenho muitos ídolos, fica difícil citar apenas um. Meu tio, Sérgio Macarrão, o próprio Oscar, Magic Johnson, Kobe Bryant, o Michael Jordan, lógico. Todos me influenciam de uma certa forma. São exemplos de dedicação e trabalho.

AHE! – Como é a experiência de jogar ao lado do seu irmão, Duda, no Flamengo?

M – É uma alegria muito grande. Trazer o convívio familiar para dentro de quadra é muito bom. Em viagens, por exemplo, facilita muito, pois o Duda é meu companheiro de quarto e temos intimidade. E dentro de quadra é ainda mais legal. É muito bom tê-lo do meu lado.


compartilhar no