Vôlei

William Arjona não descarta trocar de esporte pelo desejo de disputar uma Olimpíada

Melhor levantador da Superliga, El Mago espera realizar seu sonho
30/01/2012 08:30 - Atualizado em 30/01/2012 09:56
Por Pamella Lima
RIO

William tem no golfe sua outra grande paixão no esporte - Arquivo pessoalTirando os atletas de futebol, os jogadores de outros esportes têm como principal objetivo disputar uma Olimpíada, no caso de William Arjona, do Sada Cruzeiro, a história não é diferente. O desejo seria o de representar o Brasil, é claro, no vôlei, mas o levantador, melhor em sua posição na atual Superliga, segundo estatísticas da competição, tem um plano B.

– Eu tento pensar em direcionar a minha vida para alguma coisa, mas confesso ser difícil. Gosto muito de golfe, joguei na Argentina e participei de competições entre clubes. O Brasil vai sediar a primeira Olimpíada com golfe, mas a modalidade aqui ainda é meio complicada. Gostaria de fazer parte desse universo olímpico, seja no vôlei, no golfe ou como roupeiro – brincou.

Tabela do segundo turno da Superliga masculina

No vôlei, William Arjona, que despontou no cenário nacional desde o título da Superliga com pelo Report/Suzano (SP), em 1996, ao lado de Marcelinho, Geovane e Max, vive um momento especial, mas admitiu ser difícil ter oportunidade na seleção brasileira.


Na Argentina, o jogador ganhou o apelido de – Eu tive uma chance na Olimpíada de Atenas, em 2004, treinei um tempo com eles, mas o ciclo passou, entraram outras pessoas que abraçaram a oportunidade. Hoje, não foco mais o meu trabalho na seleção e sim no clube. Se acharem que eu tenho condições, estarei preparado – salientou o levantador, que só representou o Brasil em competições oficiais nas categorias de base.


Entenda + a Superliga masculina de vôlei

Antes de retornar ao Brasil, em 2010, William defendeu o argentino Drean Bolívar, no qual conquistou 21 campeonatos em 22 disputados, entre 2006 e 2010. Neste período, além de ganhar o apelido “El Mago”, o jogador amadureceu e recebeu convite para naturalização, o que poderia levá-lo aos Jogos Olímpicos pelo país vizinho. Entretanto, o processo não avançou por conta da proposta de repatriamento do Sada Cruzeiro, na temporada 2010/2011

– O carinho e o respeito adquirido foram incríveis. Tinha sempre a dúvida de como iria ser recebido. Isso me marcou muito. Do primeiro ano que eu cheguei ao último, a Argentina foi sempre crescendo com méritos, principalmente, do Javier Weber, que era meu técnico no Bolivar e também da seleção do país. Fico feliz porque acho que tive uma parte nesse processo. O Luciano de Cecco foi meu reserva no Bolívar e acaba de ser eleito o melhor levantador do mundo (Copa do Mundo de 2011) – disse.

 

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William deseja ser pai em breve e o planejamento de construir sua família o trava de fazer muitos planos, mas sonhar não custa nada. Afinal é ele que impulsiona as ações do homem e guia os caminhos que escolhemos traçar pela frente. Seja como treinador, jogador de vôlei, golfista ou dirigente (possibilidade que não descarta por completo), é bom nunca deixar as portas fechadas.


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