Vôlei

Bernardinho nega favoritismo e busca perfeccionismo na Superliga

Em segunda parte da entrevista ao AHE!, treinador fala da campanha do Unilever
25/01/2012 08:00 - Atualizado em 30/01/2012 16:00
Por Bernardo Feital
RIO

Bernardinho não admite favoritismo do Unilever - João Pires/VipcommO perfeccionismo de Bernardinho beira ao intangível. Nem sete títulos do Unilever conseguem colocar o treinador em uma zona de conforto. Para ele, a evolução é diária e, para alcançar mais um título da Superliga, muito precisa ser feito.

A equipe carioca é a atual campeã e líder isolada da competição, vindo de nove vitórias seguidas no torneio. Na última delas, nesta terça-feira, a vítima foi o Vôlei Futuro, campeã paulista e adversária direta pelo campeonato, que sucumbiu em um sonoro 3 sets a 0.


Mas nada é suficiente para Bernardinho. Neste segundo capítulo da entrevista exclusiva com o profissional, ele conta das apreensões, nega favoritismo e faz um panorama da temporada atual da Superliga.

Leia mais:Bernardinho sintoniza na essência e utiliza observação como método de trabalho 


Capítulo 2 – Unilever e Superliga

AHE! – O Unilever é líder da Superliga e tem um elenco com muitas estrelas. O favoritismo está, mais uma vez, do lado carioca?


B – Acredito que esta Superliga tem cinco equipes com plenas condições de buscar o título. Melhoramos muito, mas sentimos um pouco na parte ofensiva, principalmente pela falta que a Natália faz (a ponteira sofreu uma cirurgia e dificilmente participará da temporada). Não temos o melhor elenco, Vôlei Futuro e Sollys/Nestlé estão mais completos em seu plantel. Mas não nego que temos boas opções para seguir e tentar mais um título.


AHE!  A concorrência está forte e os times adversários estão recheados de estrangeiras que vêm desequilibrando nas partidas. Como analisa a “invasão gringa” na Superliga?


Treinador orienta jogadoras do Unilever - VipcommB -
Tanto no masculino e no feminino, os estrangeiros estão muito bem. No nosso caso, optamos em formar uma equipe toda nacional, mas trabalhei antes com jogadoras de fora. Eles estão sendo um ponto de desequilíbrio nesta edição. No masculino, tem o tcheco do Minas (Filip), os cubanos. No feminino, as cubanas também vêm muito bem. As americanas Hooker, que quando voltar de lesão será muito útil ao Osasco, e a Stacy Sycora, que volta agora e dá consistência ao Vôlei Futuro. Todos estão muito bem.

AHE! - Esta é a Superliga mais forte que você já participou?

B –
Dizem muito isso, mas não acredito. Tinha uma época em que a disputa era maior e as equipes estavam em igualdade mais abrangente. Temos boa qualidade técnica na edição, mas já presenciei competições mais parelhas.

AHE! – Imbuído neste projeto do Unilever, você consegue observar os meninos? Como fica o lado treinador da seleção?


B – O foco atual é todo no Unilever, mas tenho sim preocupação e observo muito o andamento das ligas. Temos jogadores que estão muito bem, jovens talentos aparecendo. Posso citar o jovem Lucarelli (Vivo/Minas), que já participou do grupo da seleção, mas não foi para o Pan, pois teve de parar por um problema de lesão. Tenho o contato direto com o Cimed/SKY, até pelo Bruninho, mas o Rubinho (auxiliar na seleção e técnico do BMG/São Bernardo) também ajuda.


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