
Bom dia Vietnã! A expressão, que ficou eternizada no filme homônimo, interpretado por Robin Williams, é repetida todos os dias no twitter de William Arjona, levantador do Sada Cruzeiro. É desta forma que o camisa sete da equipe celeste começa a interagir com seus seguidores. Usuário das redes sociais, ele costuma postar links sobre política, economia e não somente algo sobre a rotina de um atleta de voleibol. O problema é que tanta espontaneidade pode ser perigosa. Na última sexta-feira, Arjona recebeu uma advertência da Confederação Brasileira de Vôlei por questionar em seu perfil os erros da arbitragem na derrota de seu time para o Vivo/Minas, pela oitava rodada da Superliga masculina. Em caso de reincidência, será aplicada uma multa de R$ 1 mil.
– Eu falei o que todos tinham vontade de falar - defendeu-se William: - Dou a minha cara para bater. Acho que vale muito mais se expressar e de repente tentar gerar um debate, como aconteceu. Minha intenção nunca foi diminuir o árbitro, ou dizer que a Confederação está errada. O voleibol é um esporte extremamente rápido, num nível muito alto de jogadores, marketing, televisão, patrocinadores e não dá mais para não ter tecnologia, porque envolve muita coisa. O Brasil é sempre o primeiro nas inovações, é um país de experiência e referência, por que não profissionalizar o árbitro? Uma bola decide um projeto enorme. Pelo estatuto, o erro foi meu de ter criticado. Eles estão dentro da regra.
O caso repercutiu imediatamente nas redes sociais, onde torcedores e companheiros de quadra condenaram a falta de liberdade de expressão e manifestaram apoio ao levantador.
– Em 1996, lembro que o Jorge Edisson tentou montar um sindicato dos atletas, mas o brasileiro é um pouco desunido. Não é fácil. As pessoas que se manifestaram – Bruno Rezende, Murilo e Gustavo - são atletas renomados, de seleção, então de repente pode ser um embriãozinho. Acho que deveríamos ter um representante dos atletas para decidir as regras, viagens, é preciso que nos escutem também – desabafou o camisa sete do Sada/Cruzeiro, reconhecendo o peso que suas palavras podem ter.
– Acho que todos nós somos formadores de opinião. Acredito muito nas mensagens positivas. É claro que, às vezes, você diz algo que as pessoas não estão preparadas para escutar. Acredito que as minhas palavras podem servir para muita gente, mas nem sempre agradamos a todos.
Leia mais: RJX leva a melhor sobre o Sada Cruzeiro no Maracanãzinho 
Maria Clara/Carol e Vitor Felipe/Evandro se classificam para o Grand Slam de Corrientes
Natália posta foto na internet após ter retirado parafuso da canela esquerda
Giba será homenageado no fim de semana no Hall da Fama de Milicz, na Polônia
Juciely, central do Unilever, é convocada para a seleção brasileira
Dupla Alison/Emanuel tem estreia confirmada no Grand Slam de Corrientes