
O ano de 2011 para o badminton mostrou que investimento pode significar muito na trajetória de uma modalidade. Antes sem verba para viajar e fazer intercâmbios em centros onde o esporte é mais desenvolvido, os atletas, enfim, puderam aperfeiçoar suas técnicas durante um período de treinamento na Ásia. O resultado foi a conquista da medalha de bronze de Daniel Paiola, número 1 brasileiro e 82 do mundo, em Guadalajara, no México, apenas a segunda do Brasil no esporte em Jogos Pan-Americanos (e a primeira em simples).
- O projeto do badminton está inserindo os atletas em competições internacionais, mas nossa equipe ainda é jovem, tenho 22 anos e sou um dos mais velhos. Há espaço para crescermos até o Pan de Toronto, em 2015, e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016 – disse Daniel após a conquista da medalha inédita.
Eleito pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o atleta do ano no badminton, o paulista briga atualmente por melhor ranking para se classificar para os Jogos de Londres 2012. A evolução aparece também na equipe feminina. Lohaynny Vicente, atleta do projeto Miratus, da Comunidade da Chacrinha, no Rio de Janeiro, aos 15 anos já aparece na 118ª posição do ranking mundial feminino adulto. A jovem carioca teve destaque ao vencer um torneio em Barbados, em simples e nas duplas, com sua irmã Luana.
A parceria dela com Luana foi positiva e as Vicente terminaram 2011 na 60ª colocação na lista de duplas da federação mundial. Elas venceram em Barbados e ainda foram campeãs do Miami International. Isso tudo no ano em que o badminton provou que, com um pouco de investimento e planejamento, pode chegar ainda mais longe se houver estrutura digna para os atletas.
Shuttle Time é lançado para o desenvolvimento do esporte nas escolas
Duplas eliminadas dos Jogos Olímpicos por manipularem resultado voltam a se encontrar
Lei Agnelo/Piva e Fundo Olímpico rendem às confederações R$ 90 milhões em 2013
A raquete mágica
Brasil conquista a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano por equipes