Taekwondo

Retrospectiva 2011: Taekwondo brasileiro vive ano de altos e baixos

País foi bem nos Jogos Mundiais Militares, mas teve desempenho modesto no Pan de Guadalajara
29/12/2011 14:00 - Atualizado em 29/12/2011 14:00
Por AHE!
RIO

Márcio Ferreira conquistou a medalha de bronze no Pan de Guadalajara - Gaspar Nóbrega/COBUm vice-campeonato nos Jogos Mundiais Militares do Rio, depois um bronze no Pan-Americano de Guadalajara. Uma polêmica derrota na Seletiva Olímpica em Querétaro, que lhe custou a vaga olímpica, seguida do troféu de melhor lutador de taekwondo do ano no Prêmio Brasil olímpico. Assim foi a temporada de Márcio Ferreira, cheia de altos e baixos, reflexo da modalidade no Brasil.

O primeiro resultado importante do taekwondo brasileiro em 2011 deu a impressão de um ano promissor para o esporte. Em julho, Diogo Silva ficou na terceira colocação em Baku, no Azerbaijão, e pela primeira vez um brasileiro conquistou a vaga olímpica através do Pré-Olímpico Mundial. No mesmo mês, um ótimo desempenho na quinta edição dos Jogos Mundiais Militares, realizados no Rio de Janeiro. Foram 10 medalhas, três de ouro, com Diogo Silva subindo no lugar mais alto do pódio, quatro pratas, e três bronzes garantiram a liderança no quadro de medalhas da modalidade.

 

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Em outubro, no Pan-Americano de Guadalajara, porém, a sorte começou a mudar. Os bons resultados obtidos no Rio de Janeiro não se repetiram e o país teve que se contentar com a medalha de bronze de Márcio Ferreira, a única conquistada. Um desempenho aquém do esperado para o lutador, que havia conquistado a prata na edição passada dos Jogos, e para o Brasil, que levou um ouro, duas pratas e um bronze em 2007. Nem os experientes Diogo Silva e Natália Falavigna, que voltava às competições após quase dois anos afastada devido a uma cirurgia no joelho, conseguiram salvar o Brasil do fiasco.

- O taekwondo brasileiro teve e não teve um ano bom. Só teve um momento ruim, que foi nos Jogos Pan-Americanos, quando conquistamos uma única medalha, de bronze, e inclusive foi minha. Comparando com edições anteriores, o taekwondo brasileiro sempre trouxe resultados muito melhores. Houve uma grande mudança, já que o taekwondo hoje é totalmente eletrônico, e toda mudança precisa de um tempo de adaptação - tentou explicar Márcio Ferreira.

 

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Diego Silva garantiu vaga nas Olimpíadas de Londres - Luiz Pires/VipcommO lutador, no entanto, não levou em consideração a Seletiva Pré-Olímpica de Querétaro. O Brasil chegou no México com a esperança de classificar mais três lutadores para os Jogos Olímpicos de Londres e, pela primeira vez, conquistar as quatro vagas a que tem direito. No entanto, apenas Natália Falavigna levou a vaga. Kátia Arakaki foi eliminada nas quartas de final e Márcio perdeu para o mexicano Damian Villa na repescagem. A delegação brasileira ainda entrou com recurso, alegando que o chute que definiu a luta, a dois segundos do fim, teria acertado o ar, mas não conseguiu mudar o resultado.

Após conquistas e decepções, o ano terminou bem para Márcio Ferreira, escolhido pelo segundo ano consecutivo o melhor atleta do taekwondo pelo Prêmio Brasil Olímpico.

Para 2012, o presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), Carlos Fernandes, já adiantou que haverá mudanças na comissão técnica. Fernando Madureira, à frente da seleção desde 2005, não vai permanecer no cargo e um treinador estrangeiro deve ocupar o seu lugar.

- O taekwondo esse ano começou com o incentivo da Petrobras. Nosso esporte hoje é uma das cinco modalidades que estão sendo patrocinadas por ela. Isso aumentou muito nossos recursos financeiros, de viagem, a equipe multidisciplinar, estrutura melhor do que tínhamos há quatro anos. Foi um ano de muitas competições, desafios, uma gestão nova na Confederação Brasileira que está administrando. Estão passando por altos e baixo, aprendendo a lidar com alto rendimento, e acho que 2011 para a seleção brasileira foi o ano do primeiro passo para a frente. Estávamos dando muitos passos para trás. Agora começou a andar para a frente. Acho que isso é um bom progresso - disse Diogo Silva.


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