Ginástica rítmica

Ginástica rítmica soma sete medalhas ao quadro do Brasil

Sozinha, Angélica Kvieczynski leva quatro e entra para a história do esporte
18/10/2011 23:00 - Atualizado em 27/12/2011 20:17
Por Fernanda Thurler - AHE!
Rio

Angélica durante apresentação das maças: prata para o Brasil -  Martin Bernetti/AFPA ginástica rítmica brasileira de despede de Guadalajara com o melhor desempenho da história do país na competição. Ao todo, as meninas conquistaram sete medalhas: três de ouro, uma de prata e três de bronze, em quatro dias de provas. O grande destaque do Pan deste ano foi Angélica Kvieczynski, que, além do bronze inédito no individual geral, conseguiu se classificar para as finais dos quatro aparelhos e subiu ao pódio em três.

Angélica, que tem apenas 20 anos, ficou quatro meses parada por conta de uma lesão no joelho, seguida de uma trombose. Portanto, os resultados em Guadalajara foram mais do que especiais para a ginasta. Sozinha, ela somou quatro medalhas (uma de prata e três de bronze) no quadro do Brasil. Nas finais desta terça, a ginasta brasileira brilhou nas maças. Com uma coreografia embalada pelo ritmo de samba, Angélica fez uma excelente apresentação, somou 25.150 e superou a canadense Mariam Chavilova (24.525). O ouro ficou com a mexicana Cynthia Valdez (25.775).

- Todas as medalhas tiveram gosto de ouro. Nunca saí tão satisfeita de uma competição como estou saindo deste Pan – resumiu a brasileira, que agora foca os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. - Vou estar com 25 anos e, na ginástica rítmica, quanto mais velha a ginasta, melhor; mais segura ela entra no tablado. E competir em casa sempre é especial, sempre é mais motivador.

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Quadro de medalhas da ginástica rítmica nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara

Na decisão com a fita, outra final do dia, a brasileira ficou em sexto porque executou uma sequência de elementos com um nó no aparelho, o que provocou grande desconto na pontuação (23.825). A prova foi vencida pela americana Julie Zetlin (25.775), a prata ficou com a anfitriã Cynthia Valdez, e o bronze com a argentina Ana Carrasco Pini (24.600).

Natália Gaudio, outra atleta da seleção individual, não ganhou medalhas no Pan. Ela ficou em décimo lugar no individual geral e em sétimo na final do arco.

Domínio da seleção de conjunto


Apresentação com três fitas e dois arcos que deu mais um ouro ao Brasil - Luiz Pires/VipcommSob o comando da ex-ginasta Camila Ferezin, a seleção de conjunto confirmou o favoritismo e ganhou a medalha de ouro nas três provas que disputou. Dayane Amaral, Débora Falda, Luisa Matsuo, Eliane Sampaio, Drielly Daltoé e Bianca Mendonça tornaram-se tetracampeãs pan-americanas no conjunto geral e também venceram as duas finais (cinco bolas, três fitas e dois arcos).

- Para mim, é muito gratificante, porque é um grupo muito novo, que foi montado em fevereiro. E, há dois meses Driely e Eliane (que eram da seleção individual) se juntaram à equipe. Todas trabalharam muito; focadas e confiantes nesse resultado. Sabíamos que seria muito difícil, mas não impossível. Merecíamos esse resultado – comemorou Camila, que foi campeã em Winnipeg-1999.

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Nesta terça, foi realizada a última final da modalidade, a prova com três fitas e dois arcos. A coreografia das brasileiras levantou a torcida mexicana e encantou os juízes. O Brasil somou 24.775 pontos e ficou à frente da equipe do Canadá (24.650) e dos Estados Unidos (24.625).

Na segunda, na decisão das cinco bolas, as brasileiras foram para o lugar mais alto do pódio (25.050), acompanhadas das americanas (24.850) e das canadense (24.625).


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